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sábado, 8 de março de 2014

Linhas tortas

                                                                                                                                                                   
            Fico em meu quarto, sentada na cama por horas e horas olhando a folha de papel na minha frente e a canta em minha mão! 1001 pensamentos para serem postos no papel e 1000000 de motivos para escrevê-los,mas nem uma iniciativa é tomada! Mas por quê? Algo me impede de escrever, algo me impede de falar, mas nada, nada pode me impedir de sonhar. Pena que meus são frágeis.  Tão frágeis a ponto de se romperem apenas com o tilindar de um gizo qual quer. Tudo que eu queria era por todas as minhas idéias no papel, mas nem isso mais posso fazer, pois estou presa, estou presa entre paredes que não me suportam mais e eu também não as suporto! Ainda não vivi nem o começo de minha vida e já sou surpreendida com essa prisão. Fico pensando por que me prepararam esta vida! Será que eu a pedi assim? Se eu soubesse teria feito diferente... ou pensando bem, acho que eu teria escolhido isso mesmo. Pois se estou presa uma hora serei libertada! E sairei voando como um pássaro e farei tudo, tudo a que me foi destinado.
            O tempo passa, mas pareço esta no mesmo lugar, pareço estar no passado! Por que dizem que o tempo cura a dor de nossas magoas e feridas, mas as minhas só aumentam. Penso que uma hora posso fazer aquilo de que faça com que eu me arrependa pro resto da vida, mas as vezes também penso em por um ponto final nesta, nesta minha vida de sombras.
            As paredes se aproximam cada vez mais de mim e me sufocam e me chicoteiam com olhares e palavras gélidas! Parece que se sentem bem ao me ferir e eu acabo queimando os meus neurônios ao pensar neste fato, pois elas tem tanto poder sobre mim que ate pensar faz mal. Mas não me contento só em pensar! E fico aqui escrevendo em linhas tortas tudo o que sinto, tudo que estou passando. As folhas de papel são meu melhor consolo! Faço questão de pôr em papel para que daqui a alguns anos eu possa pegar aquela velha caixa empoeirada num canto e abri-la e ler todos os meus pensamentos e sentimentos ali guardados. Ver que todos eles foram escritos para não serem esquecidos.
                                                                                                                                                                   

                                                                                                           Ellen Cristina Macedo 

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