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quarta-feira, 12 de março de 2014

Aquele jogador

                                                                       
Respiração ofegante,
Correndo com os pés nus
Sob aquele gramado 
Desprovido de beleza.

O suor descendo pelo seu rosto,
a luz do sol que refletia 
Sob seu peito molhado
E o jeans enrolado até o joelho.

Olhos atentos a bola de futebol,
Que rolava pelo campo.
Seu olhar que as vezes
Cruzava com o meu,
E que parecia tirar seu foco.

Você caminhava em minha direção.
E eu pensava em lhe dizer algo,
Como " bela jogada! "
Mas eu me calava e te via passar.
                                                                                 
                                                                             Ellen Cristina Macedo 

terça-feira, 11 de março de 2014


Nos vemos amanhã.

                                                                    
Eu o vi hoje ao escurecer
Ele estava lindo, como sempre.
Usava jeans e...
Seu uniforme branco.

Seu olhar era apaixonado ao me olhar,
mas era triste ao olhar pra frente...
não me atrevi a perguntar,
embora já soubesse a resposta.

Me acompanhou ate em casa.
E na esquina...
Ele me pediu um beijo,
Mas eu disse "não"
Seu olhar foi triste,
mas compreensivo!

Ele não me abraçou 
ao se despedir.
Ele não implorou 
pra mim ficar.
Ele não me disse
"espero te ver de novo".

Mas ele falou tchau
me olhando nos olhos 
e... abaixou a cabeça 
e foi embora!
Mas seu olhar gritava pra mim...
Gritava "não quero te deixar ir"
Gritava "me abraça forte"
Gritava "isso não é uma despedida"
Gritava "meu beijo, amor??"
Gritava "Te amo"
Gritava "Te vejo amanhã"
                                                                            
                                                                               Ellen Cristina Macedo

domingo, 9 de março de 2014

A 7 chaves sob 7 estrofes

                                                                                             
Tentávamos nos controlar,
Mas era inevitável, 
Pois estávamos ali...
Corpo a corpo!

A respiração era ofegante
As mãos acariciavam o corpo
Com fulgor e paixão
De  modo e incontrolável.   

Suas mãos deslizavam pelo meu corpo.
e nossos lábios se comunicavam 
Entre doces beijos.
Nossos corpos tocavam
Em uma perfeita sinfonia.

Eu não sabia o que fazer,
Mas meu corpo sabia.
E também, você me conduzia,
Beijando meu pescoço 
E mordendo os meus lábios.

Nossa pele queimava,
Naquela brincadeira de preliminares.
Beijos longos e quentes
E mãos sem mapa.

O clima era quente,
Mas não havia suor.
Nos entendiamos perfeitamente,
Mas não havia voz.

O tempo parecia não passar!
E nossas bocas...
Não se cansavam uma da outra.
E pedíamos mais e mais.
                                                                                    
                                                                                  Ellen Cristina Macedo
 

sábado, 8 de março de 2014

Só peço mais 3 minutos

                                                                                                                                  
Estava sentada na beira do campo de futebol, encostada no muro da escola e lendo um livro de romance. Parecia um dia comum, pois o sol brilhava, estava quente em meio ao campo e fresquinho embaixo das árvores ao redor. Minhas amigas estavam a uns poucos metros de onde eu estava! Elas ma chamaram e foi ai que tudo mudou. Quando abaixei o livro e as olhei, ele estava lá, junto com elas.
Meu coração disparou e comecei a tremer, coloquei o livro na frente do meu rosto para não encará-lo, mas não deu certo, porque eu nem conseguia manter o livro parado. Minhas amigas me chamaram pra ir ate lá! Depois de me esforçar para levantas dei três passos, foi difícil, pois meus joelhos batiam um no outro. Quando finalmente consegui chegar ate ele me segurei no cercado que tinha ao redor do campo. Eu disse “oi”, mas acho que ele não ouviu! Mas nem ligou, acho que foi porque eu estava tão pálida a ponto de parecer doente, acho que ele pensou que eu estava tão doente que não podia falar direito.
Ele me olhava atentamente e eu ficava ainda mais sem graça de encará-lo. Minhas amigas falavam com ele, mas a voz delas era plano de fundo pra mim! Eu só ouvia o que ele as respondia, que era “é”, “não”, “porque sim”, “é melhor pra mim”, “também” e “Aham”. Os lábios dele se moviam de forma tentadora ao falar ou ate não! Mesmo quando ele estava em silencio era tentador para mim.
Após 3 minutos ele disse “tchau” e foi embora, pude ver quando ele sumiu no fim da rua ao dobrar a esquina! Naquele momento eu desmoronei, pois não sabia quando iria vê-lo novamente.
                                                                                                                                                                                                                                                                                   Ellen Cristina Macedo
Perdida no outro lado

                                                                                                       
Não sei como vim parar nesse lugar só sei que a três dias atrás quando abri meus olhos eu estava quase me afogando em um lago com suas águas bem escuras e frias, mas o pior é que eu nunca estivera em algum lugar parecido, apesar da água ser muito fria eu consegui nadar rápido o suficiente para a margem, mas infelizmente eu não era a única que estava dentro do lago, os outros não conseguiram sair e acabaram morrendo afogados.
O capim era mais ou menos a minha altura, eu olhei ao meu redor e vi que aquele lugar era lindo e também assustador. No mesmo momento em que pensei isso uma mulher apareceu e disse:
   __Socorro! Por favor, ajude o meu menino!
Em geral eu diria para ela se acalmar e iria embora, mas assim que vi o menino a uns 70m senti algo que nunca havia sentido antes e foi muito mais forte que eu.
   __Eu vou buscá-lo!!
 Não entendi por que falei aquilo, apenas disse, mas ela também tinha duas pernas e boca, por que não o chamou? Mas mesmo se ela o chamasse eu ainda iria querer me aproximar do menino, era como se ele fosse parte de mim.
Corri atrás dele e o alcancei antes que entrasse na mata, foi um alivio! Pelo o que notei pareceu que meu sussurro atraiu algo do tipo místico como se tivesse despertado o vento! Pior é que o vento passou a soprar de modo tão sombrio e obscuro, as folhas secas começaram a voar em minha direção, coloquei as minhas mãos a mais ou menos um palmo de distância do meu rosto, e fechei os olhos por uns 3 segundos, mas quando os abri novamente percebi o quanto minhas mãos haviam mudado, pareciam de ser porcelana, eram totalmente perfeitas e claras. Fiquei assustada com isso e então sai correndo.
Acompanhei o menino até a casa dele, onde a mãe dele me agradeceu e me ofereceu obrigo.
Fiquei lá por uma noite, mas o tempo parecia não passar, e também eu nem estava cansada. Então eu comecei a observar as pessoas que estavam ao meu redor, percebi que elas tinham um olhar tão triste, agiam como se já estivessem cansadas de andar em busca do que queriam. Não me senti bem em ficar perto delas, como se eu acabace me entristecendo também, acabei decidindo, que iria pra minha casa,embora não fazia ideia nem uma de como chegaria até ela já que eu não sabia onde esta.
No dia seguinte sem falar com ninguém, sai seguindo por uma trilha, caminhei por horas até chegar a uma estrada de chão, que estava cercada de pés de pessegueiros muito bem floridos. Caminhei por mais algumas horas, quando avistei uma casa e pensei em pedir informações para quem estivesse lá. Havia um lindo jardim na frente e lá vivia um casal bem jovem e sem nenhum filho, mas eles pareciam felizes, apesar de morar praticamente no meio do nada. Eles me receberam com muito carinho, expliquei a eles minha situação e eles me olharam com um olhar triste e  disseram, que eu nunca iria voltar pra casa!
Assustei-me com isso e fui embora sem dizer adeus. Continuei a caminhar entre os pessegueiros e alguém disse:
 __Ei!
 __Quem?-disse eu.
 __você mesmo!
Um menino que estava atrás de uma das arvores, que também parecia estar perdido.
 __Você pode me ajudar? Eu to perdido, eu acho- disse ele com aflição.
            __Desculpe, mas não, pois estou tão perdida quanto você- disse eu com certa pena do menino que apresentava ter uns oito anos de idade.
            __Ah! Tudo bem, já estou acostumando a ouvir isso.
Ele se virou e saiu correndo entre as arvores. E eu continuei a caminhar, por muito tempo.
Eu estava me segurando, fazendo o possível e o impossível para manter a calma, mas teve um momento em que sustei! Fiquei dizendo que era tudo num sonho e eu precisava acordar,fiquei me debatendo,chorei por um bom tempo. Depois disso voltei à tona e fechei os olhos pedindo para que de algum modo eu conseguisse descobrir o porquê eu estou aqui, perdida!
Quando abri os olhos, havia voltado à estaca zero,pois estava próximo ao lago do inicio,Respirei fundo e fui até a margem para lavar o rosto, toquei na água com a mão em concha, de repente a água parou de se movimentar como se tivesse congelado, no reflexo pude ver meus pais juntos co0m muitos amigos  da família e também meus amigos da faculdade,pensei que fosse coisa da minha cabeça mas parecia que estavam em um cemitério, mas pensei logo! Quem faleceu? Olhei no epitáfio e lá dizia “Rayla Siqueira Laos 1978 à 1995-Falecida em um acidente de carro proposital,dia 05/09/1995”.Fiquei pasma pois era eu que havia morrido,aquele lago era um espelho,pra vida real,eu estava do outro lado. Só de pensar que aquele seria o meu fim!Fiquei sem nem um tipo de reação! Como se estivesse mesmo morta. O pior é que a culpa da minha morte era eu mesma.
Depois de ver toda aquela cena do meu próprio enterro!Acabei me trancando no medo e culpa, onde não havia nem um som sem ser o do meu choro!
Não sei por que fiz com que minha morte fosse proposital, só sei que agora sinto culpa por fazer tantas pessoas sofrerem, incluindo eu.
Acho que mereço ficar perdida do outro lado já que fui tão cruel, A única coisa que não entendo é por que não me lembro de ser uma suicida!
Assim que vi a cena no lago fiquei pensando em como era minha vida, passei a ver aquele mundo com outros olhos e notei que as pessoas não viviam, elas não agiam por conta própria, simplesmente imitavam umas as outras como em um espelho.
Depois de tudo fiquei me perguntando, será que ninguém percebe que estão vivendo um reflexo?Será que a realidade virou ilusão? Acho que sim, mas quem ira mudar isso. Penso que ninguém, pois se você vê no espelho que seu rosto esta sujo, o seu reflexo não vai limpá-lo.
Posso compara a vida das pessoas como um computador a vida das pessoas como um computador, uma maquina, mas sem manual de instruções! E mesmo que tivesse quem iria ler, pois ninguém lê manual. Se bem que se tivesse um manual pra mudar as pessoas eu leria, afinal já não me resta mais nada a fazer.
Pensar nos bons momentos que tive é uma boa distração! O problema é que não tive bons momentos eu programava tanto a minha vida, meus horários sempre eram tão lotados que nem me lembro do meu primeiro beijo, que acredito ser inesquecível na vida de todos.
Pensei e repensei as minhas idéias malucas de infância e senti algo diferente, algo muito forte e em meio tudo isso eu mergulhei com vontade no lago, como se soubesse exatamente o que estava fazendo, coisa que eu não sabia! A água era fria e escura como antes, a parte estranha e legal é que eu não precisava me preocupar com o oxigênio, mas em minha mente eu escutava um som com curtos intervalos de 2 a 3  segundos,  já havia escutado isso  antes, só não lembrava onde! E quanto mais fundo eu mergulha mais alto o som ficava PI... PI... PI... PI... Até pensei em voltar, pois estava com medo, mas não voltei, só continuei a nadar cada vez mais fundo! E o som me atordoando PI... PI... PI... Era como se aquele ruído me guiasse, me guiasse ao meu verdadeiro lugar! Teve um momento que me senti fraca pra continuar, mas não parei e PI... PI... PI... PI... PIIIIIIIIIII... o ruído prolongado foi um toque pra mim, pois lembrei onde já havia escutado os leves ruídos, era o Medidor de pulsação cardíaca! No mesmo momento pensei logo “Eu não estou morta?!” logo em seguida senti um choque e tudo ficou escuro e fechei os olhos com força, tudo se silenciou e abri os olhos lentamente e vi um homem de branco, poderia pensar que fosse Deus, mas ele não estaria  usando mascara e nem com um desfibrilador nas mãos.
                                                                                                                                                                   


                                                                                                                          Ellen Cristina Macedo 
Quando ouço With Arms Wide Open

                                                                                                                                             
O solo da guitarra toca a alma, enquanto meu silencio grita seu nome! Como queria estar em seus braços agora, sendo acolhida pelo seu calor, em um abraço libertador que só você sabe dar! Como queria ouvir sua voz agora, um leve sussurro em meu ouvido, dizendo o quanto me ama e que não queria me deixar ir embora. Talvez você esteja pensando em mim agora, talvez esteja precisando de mim tanto quanto preciso de você. Esta não é a primeira vez que não consigo dormi pensando em você, almejando por tua presença e sentindo meu coração disparar a cada lembrança sua! Sentir sua falta tira o meu sono.
Uma vez tentei te esquecer e vi que minhas musicas preferidas me lembravam você! Meus manuscritos eram todos sobre você ou para você, você foi e ainda é a minha maior inspiração, te conhecer só fez com que eu descobrisse o quanto é prazeroso escrever sobre o que sentimos. Escrevo quando sinto sua falta, escrevo porque, talvez com palavras no papel seja mais fácil para me compreender do que com o meu jeito nervoso de procurar a palavra correta e o modo tremulo e sem o menor jeito de pronunciá-las, mas na verdade eu escrevo para amenizar minha dor. Dói muito te amar e não poder estar perto de você.
                                                                                                                                                 

                                                                                             Ellen Cristina Macedo

Linhas tortas

                                                                                                                                                                   
            Fico em meu quarto, sentada na cama por horas e horas olhando a folha de papel na minha frente e a canta em minha mão! 1001 pensamentos para serem postos no papel e 1000000 de motivos para escrevê-los,mas nem uma iniciativa é tomada! Mas por quê? Algo me impede de escrever, algo me impede de falar, mas nada, nada pode me impedir de sonhar. Pena que meus são frágeis.  Tão frágeis a ponto de se romperem apenas com o tilindar de um gizo qual quer. Tudo que eu queria era por todas as minhas idéias no papel, mas nem isso mais posso fazer, pois estou presa, estou presa entre paredes que não me suportam mais e eu também não as suporto! Ainda não vivi nem o começo de minha vida e já sou surpreendida com essa prisão. Fico pensando por que me prepararam esta vida! Será que eu a pedi assim? Se eu soubesse teria feito diferente... ou pensando bem, acho que eu teria escolhido isso mesmo. Pois se estou presa uma hora serei libertada! E sairei voando como um pássaro e farei tudo, tudo a que me foi destinado.
            O tempo passa, mas pareço esta no mesmo lugar, pareço estar no passado! Por que dizem que o tempo cura a dor de nossas magoas e feridas, mas as minhas só aumentam. Penso que uma hora posso fazer aquilo de que faça com que eu me arrependa pro resto da vida, mas as vezes também penso em por um ponto final nesta, nesta minha vida de sombras.
            As paredes se aproximam cada vez mais de mim e me sufocam e me chicoteiam com olhares e palavras gélidas! Parece que se sentem bem ao me ferir e eu acabo queimando os meus neurônios ao pensar neste fato, pois elas tem tanto poder sobre mim que ate pensar faz mal. Mas não me contento só em pensar! E fico aqui escrevendo em linhas tortas tudo o que sinto, tudo que estou passando. As folhas de papel são meu melhor consolo! Faço questão de pôr em papel para que daqui a alguns anos eu possa pegar aquela velha caixa empoeirada num canto e abri-la e ler todos os meus pensamentos e sentimentos ali guardados. Ver que todos eles foram escritos para não serem esquecidos.
                                                                                                                                                                   

                                                                                                           Ellen Cristina Macedo 

Comunicações

                                                   
Quando ouço aquilo,
Que quero ouvir
Meu sorriso reponde por mim.

Quando falo e não sei
Se você me ouve,
Nossos olhares se comunicam.

Mas,
Quando não falamos nada
Nosso silencio grita.
                                                     

                                           Ellen Cristina Macedo.

Através

                                                             
Através dos dias de chuva,
Através dos dias de sol,
Através das provas da escola,
Através do ar que respiro.

Sempre, sempre encontro
Teu olhar em pensamentos,
Você fica a me observar
Atentamente e com cautela!

Seu olhar me encanta,
Seu sorriso me faz bem,
Seu toque me transforma,
Seu abraço me liberta,
E o seu beijo...
Ah! O seu beijo,
Só me faz pensar
como não a palavras para descrevê-lo.
                                                                            

                                                      Ellen Cristina Macedo