Translate

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Por que chora?
                                                                           
Na noite sozinha, ela chora.
Chora baixinho pra ninguém a ouvir.
Chora com desespero.
Chora até seu soluço ecoar pelo banheiro.
Chora ao ver seus olhos jovens vermelhos.
Chora enquanto tenta,
Tenta secar suas lágrimas.
Chora ao ouvir aquela voz.
Aquela voz tão doce e passiva.
A voz que a grita no escuro,
Ecoando um timbre perfeito.
Aquela voz que a acalma e consola.
A voz de quem ama.
É a Voz de quem chora.

                                                                    Ellen Cristina Macedo

domingo, 25 de maio de 2014

Tudo que eu quero

                                                                                                                                         
Quero acordar ao seu lado todas as manhãs.
Quero sentir seu cabelo despenteado ao acordar.
Quero ver seu corpo molhado ao se enxugar.
Quero me recostar em seu peito em cada abraço.
Quero ouvir sua voz a me sussurrar.
Quero da o nó da sua gravata.
Quero que me beije quando chegar.
Quero que me beije quando for sair.
Quero que se irrite no trabalho.
Quero logo depois te acalmar.
Quero lhe recitar meus poemas.
Quero que seja sincero.
Quero que me surpreenda todas as noites.
Quero que me ame nas noites de lua cheia.
Quero ser sua mulher.
Quero que seja meu homem.
Quero que não seja hoje nem amanha, mas...
Quero que seja pra sempre.
E quero que tudo que aqui escrevi, você também queira.
                                                                                                        Ellen C. Macedo

 Mão negra

                                                                                                                                                                   

Uma sombra, onde a tristeza e a dor reinavam, essa sombra era a solidão! Ela ainda reina sobre nosso planeta em certos casos ou pessoas, mas há muito tempo atrás a solidão não tinha todo esse poder sob nós.
Tudo começou quando essa sombra encontrou o planeta terra! E passou a observas as pessoas que aqui viviam, queria vê-las de perto, foi então em uma noite fria que ela veio a Terra em forma de uma linda mulher, pele clara, cabelos longos e negros como a noite, olhos penetrantes e escuros como o universo, mãos delicadas e macias, mas tão bela, só que era fria e triste.
Veio á Terra em uma noite escura e fria, ficou sob uma rocha próxima á um campo, onde João Miguel estava escrevendo uma música que revelava os seus tristes sentimentos, pois ele não sabia o que era ser feliz há muito tempo. Ele preferia ficar longe das pessoas, já que quando estava perto delas só conseguia assustá-las com suas frias palavras, dizia aos amigos coisas como “sua felicidade envenena minha alma” e dizendo coisas desse tipo ele foi se excluindo cada vez mais da sociedade. João Miguel estava encostado na porteira terminando de escrever uma musica, mas viu como a noite estava linda e penso em escrever uma musica sobre aquela tranquila noite de outono, mas algo chamou sua atenção, uma linda mulher toda de preto sob uma rocha que ficava ao lado de uma caramboleira e o vento soprava como nunca havia soprado antes, sua melodia era diferente de qualquer outra, soava suave enquanto ela se aproximava dele. Sem cerimônias ele foi logo perguntando a ela o seu nome! Sem saber o que responder-lhe ela disse:
_Noite, meu nome é Noite!
Ele ficou surpreso com o nome da garota, mas também encantado, pois era o nome de algo que possuía muitos segredos.
_E você? Como se chama?_disse ela com um olhar serio, mas também cheiro de curiosidade.
Ele demorou um pouco para responder, pois na hora parecia ter esquecido ate o próprio nome, mas respondeu após uns segundos:
_ É... Miguel.
A linda mulher chamada Noite se virou e saiu andando, totalmente encantada com o que via e Miguel estranhou a reação da moça, mas também não quis comentar, pois não a conhecia para julgar do modo que ele sempre fez. Parecia ser tarde da noite, mas o sol já estava a nascer quando ela se aproximou dele e pediu que mostrasse-lhe a ela a vida! Ele achou estranho o pedido “mostrar a vida?” constatou que se tratava de uma mulher doente só que foi essa mulher doente que o surpreendeu, por isso decidiu fazer o que ela havia pedido!
Ela não era muita de falar, era sempre seria e com um olhar triste. Miguel mostrou a ela tudo que ela queria saber sobre a vida ou a morte.
Passaram semanas juntos, mas ele nunca soube onde ela morava ou de onde veio, pois sempre que tocavam no assunto ela respondia algo como “Somente indo alem do infinito pra saber”.
Noite parecia um alguém de outro mundo, o que era verdade, mas ela não imaginou que sua presença na Terra causasse algum mal as pessoas. Quando ela se aproximava das pessoas era como se secasse-as de espírito, deixando-as vivas o suficiente para ver sua pele secar ate rachar transformando-se em um nada. É cruel, eu sei! O mais estranho é que não afetava Miguel, mas ela sabia que uma hora ou outra iria afetar.
Pode parecer impossível um sombra de dor criar laços com um humano, Mas foi exatamente o que aconteceu e foi por isso que em uma noite fria a bela Noite despediu-se de Miguel dizendo:
_Passei tanto tempo agindo como humana, que me esqueci que... _Uma lagrima rolou em seu rosto, fez-se um nó na garganta, impedindo-a de completar a frase, mas as palavras saíram com dificuldade _não sou! Não pertenço a esse mundo!
Ele não disse uma palavra, apenas ouviu atentamente o que ela queria dizer.
_Tenho que partir!_ela se virou e foi andando em direção a caramboleira enquanto o vento soprou a mesma melodia de quando ela veio a Terra.  Uma mão negra apareceu diante da Noite e ela foi se desintegrando e juntou-se com as sombras do universo.
Tudo que temos que saber é que a chamada Noite na Terra é a chamada Solidão em outro lugar! A Solidão é uma mão negra que abraça aquilo que percebe estar perdido.

                                                                                                          Ellen C. Macedo                          

terça-feira, 1 de abril de 2014

A morte não é o fim

Faz tempo que não lhe escrevo... isso não muda muita coisa! Pois estou tão presa a você quanto você a mim! 
Você vive sonhado com o nosso futuro, tendo suas ideias malucas e fazendo com que eu mergulhe nesse mar cujo estão em seu domínio, seus sonhos e planejamentos mais secretos e ate mesmo os mais obscuros!! As vezes você me assusta, me fazendo pensar no pior... nesse momento parece que uma espada transpassa minha alma, deixando uma enorme ferida! minhas lágrimas não se contentam ao ver o brilhos dos seus olhos ou ao ouvir o grave da sua voz rouca!! Elas rolam pelo meu rosto do mesmo modo que a chuva cai do céu! Penso ser o fim... Você diz que nunca vai superar me perder, mas me magoa de modo amargo e doloroso. 
Sua animação ao me ver não me contagia... Mas seu desespero ao me ver partir me faz esquecer do tempo só pra te dizer EU VOU VOLTAR... Sua pele pode queimar como as chamas de uma fogueira qualquer, mas prefiro me queimar do que ficar sem seu abraço confortador... Sua boca pode amargar como fel, mas ainda vou querer provar do teu beijo... Suas rudes palavras podem me atingir e me fazer chorar rios, mas te esquecer sera impossível, nem que eu me lembre de você com ódio, mas ódio de quem muito lhe amou... 
Hoje você pode me abandonar, jogada em um meio fio na avenida irei chorar por me deixar, ate que minhas lagrimas sequem vou lamentar, como a morte de um entre querido, que se liberta dessa prisão terrestre! E nas noites escuras meu sussurro ira ecoar pelas ruas da cidade, onde os corações puros poderão ouvir meus prantos silenciosos...... Que dizem entre soluços AINDA TE AMO!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Aquele jogador

                                                                       
Respiração ofegante,
Correndo com os pés nus
Sob aquele gramado 
Desprovido de beleza.

O suor descendo pelo seu rosto,
a luz do sol que refletia 
Sob seu peito molhado
E o jeans enrolado até o joelho.

Olhos atentos a bola de futebol,
Que rolava pelo campo.
Seu olhar que as vezes
Cruzava com o meu,
E que parecia tirar seu foco.

Você caminhava em minha direção.
E eu pensava em lhe dizer algo,
Como " bela jogada! "
Mas eu me calava e te via passar.
                                                                                 
                                                                             Ellen Cristina Macedo 

terça-feira, 11 de março de 2014


Nos vemos amanhã.

                                                                    
Eu o vi hoje ao escurecer
Ele estava lindo, como sempre.
Usava jeans e...
Seu uniforme branco.

Seu olhar era apaixonado ao me olhar,
mas era triste ao olhar pra frente...
não me atrevi a perguntar,
embora já soubesse a resposta.

Me acompanhou ate em casa.
E na esquina...
Ele me pediu um beijo,
Mas eu disse "não"
Seu olhar foi triste,
mas compreensivo!

Ele não me abraçou 
ao se despedir.
Ele não implorou 
pra mim ficar.
Ele não me disse
"espero te ver de novo".

Mas ele falou tchau
me olhando nos olhos 
e... abaixou a cabeça 
e foi embora!
Mas seu olhar gritava pra mim...
Gritava "não quero te deixar ir"
Gritava "me abraça forte"
Gritava "isso não é uma despedida"
Gritava "meu beijo, amor??"
Gritava "Te amo"
Gritava "Te vejo amanhã"
                                                                            
                                                                               Ellen Cristina Macedo

domingo, 9 de março de 2014

A 7 chaves sob 7 estrofes

                                                                                             
Tentávamos nos controlar,
Mas era inevitável, 
Pois estávamos ali...
Corpo a corpo!

A respiração era ofegante
As mãos acariciavam o corpo
Com fulgor e paixão
De  modo e incontrolável.   

Suas mãos deslizavam pelo meu corpo.
e nossos lábios se comunicavam 
Entre doces beijos.
Nossos corpos tocavam
Em uma perfeita sinfonia.

Eu não sabia o que fazer,
Mas meu corpo sabia.
E também, você me conduzia,
Beijando meu pescoço 
E mordendo os meus lábios.

Nossa pele queimava,
Naquela brincadeira de preliminares.
Beijos longos e quentes
E mãos sem mapa.

O clima era quente,
Mas não havia suor.
Nos entendiamos perfeitamente,
Mas não havia voz.

O tempo parecia não passar!
E nossas bocas...
Não se cansavam uma da outra.
E pedíamos mais e mais.
                                                                                    
                                                                                  Ellen Cristina Macedo